27 de janeiro de 2013

SUSTENTABILIDADE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM A CRIAÇÃO DA USINA DE TRIAGEM EM DORES DO INDAIÁ


A cidade de Dores do Indaiá, localizada no centro-oeste de Minas Gerais, tem importante passo rumo a sustentabilidade ambiental. Com a inauguração em abril de 2011 da Usina de Triagem e Compostagem de Resíduos Sólidos, a cidade mineira agora faz parte de um número especial de municípios brasileiros que possuem um destino correto para o lixo.

O antigo lixão que incomodava a comunidade local há cerca de 40 anos foi totalmente desativado e cercado com cordas de arame para que mais nada fosse jogado no local. A usina de compostagem começou a ser construída no final de agosto de 2008, a área ocupada é de 32 mil quilômetros quadrados em um terreno adquirido pela prefeitura municipal.

A educadora ambiental Maria Cristina Sousa ressalta que os resíduos sólidos, quando jogados inadequadamente a céu aberto, trazem sérias consequências ao meio ambiente. Ocorrem problemas como a contaminação do lençol freático, comprometendo o uso domiciliar da água; a poluição atmosférica, gerando o desprendimento de gases e o mau cheiro; a proliferação de insetos e roedores que transmitem doenças.

Além de evitar sérios problemas, a usina de triagem gera emprego e renda para o município. Foram mais de 30 novos empregos, 15 mulheres que catavam lixo e hoje estão empregadas com salários fixos, transporte, equipamento de proteção individual, com dignidade e reconhecimento da importância do papel que desempenham.

"Tem três anos que moro aqui, quando vim para cá trabalhei no lixão e era pavoroso", conta a ex-catadora do lixão, Maria Geralda de Sousa, que trabalha na usina selecionando os materiais. A funcionária relata que no início foi complicado porque as pessoas não tinham consciência da importância de separar o lixo. Mas, com as campanhas, a maioria dos moradores estão fazendo sua parte.

A coleta seletiva implantada em dezembro de 2010 auxilia no processo de trabalho da usina e ajuda a desenvolver a conscientização e a preocupação com o meio ambiente. A educadora Maria Cristina afirma que a mobilização foi feita com todos os recursos disponíveis: rádio, palestras, carro de som, jornais, panfletos e visitas de casa em casa, tudo para que a população se conscientizasse da importância da coleta seletiva.

Atualmente a coleta seletiva é realizada três vezes por semana em cada bairro, utilizando dois caminhões. Um caminhão recolhe o lixo seco e o outro recolhe o lixo molhado e o rejeito (papel higiênico, absorventes, etc). Segundo a educadora ambiental, na usina o lixo seco vai para a bancada para ser separado, o rejeito vai para o aterro e o orgânico (molhado) é destinado para a área de compostagem. "É certo que ainda precisamos trabalhar muito a consciência das pessoas, acreditamos que atingimos 70 % e através da conscientização do cidadão, podemos dar maior sustentabilidade á usina", relata Maria Cristina.

Fonte: Revista de Minas.

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