29 de abril de 2013

GEOLOGIA COMO ATRATIVO TURÍSTICO: UMA EXPERIÊNCIA EM CATAS ALTAS / MG


Catas Altas é um município de Minas Gerais que está localizada a 120 quilômetros de Belo Horizonte, na região central do estado. Os acessos principais de Catas Altas se dá pela BR-262 e pela BR-381. A cidade possui uma população em torno de 5.500 habitantes distribuídos numa área de 240 quilômetros quadrados, tendo como municípios limítrofes as cidades de Alvinópolis, Santa Bárbara e Mariana.

A história de Catas Altas, assim como de várias cidades de Minas Gerais está intimamente ligada ao ciclo do Ouro do século XVIII. A palavra “catas” significa garimpo, escavação mais ou menos profunda, de acordo com a natureza do terreno para a mineração. No povoado, as catas, os garimpos, as minas mais ricas e produtivas, estavam situadas nas partes mais altas. Entre 1839 a 1995 Catas Altas pertenceu ao município de Santa Bárbara, emancipando-se através da Lei n° 12.030 de 21 de dezembro de 1995.

Situada aos pés da Serra do Caraça e próximo a Serra do Espinhaço, Catas Altas faz parte do Circuito do Ouro ao longo do Caminho dos Diamantes na Estrada Real. Além de ter uma bela natureza, Catas Altas possui rico conjunto histórico e arquitetônico tombados que se concentra na área central, como a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, mas pode destacar também a Capelinha de Santa Quitéria, que tem uma vista exuberante.

ROTEIRO HISTÓRICO E GEOLÓGICO

A primeira parada é feita na antiga Fazenda Augustinho da Luz, onde hoje é o início da rua Melquides Leandro Rodrigues. O primeiro olhar depara-se com o quartzo que serve de revestimento do muro de entrada e também para o revestimento do chão da varanda da residência. De acordo com a moradora, esse quartzo retirado da região tem mais ou menos 300 anos.

Nos fundos da residência há um curral, cujo muro aos fundos foi formado de dolomito, canga e quartzito. Misturados a essa rochas encontramos mircroorganismos, dando um aspecto rósea no caso da canga e um aspecto mais escuro no caso do dolomito e quartzito.

O quartzito recobre o piso do curral e da um ar bem rústico, além de evitar o barro com a movimentação de pessoas e animais, é uma importante atração turística.

Já a segunda parada é na mesma rua Melquides Leandro Ferreira, número 844, onde o muro da residência é totalmente feito de canga, tendo cangas de menor tamanho, com um aspecto mais escuro e uniforme.

A terceira para acontece na rua Monsenhor Barros, na residência número 611. Nela existem um conjunto de cangas na frente da moradia, que dá um aspecto bem rústico típico das cidades do interior de Minas.

A próxima residência localiza-se na rua Monsenhor Barros, na residência de número 601. Lá o aspecto mais interessante é a escada, onde há uma diversidade de rochas como o quartzito, o gnaisse e a canga, realçando a base da casa colonial.
A quinta parada acorre na rua Santa Quitéria, no número 13. O diferencial em termos de rochas é o muro, que se apresenta uniforme e bem distribuídos pelo gnaisse e pelo quartzito, e o passeio, que utilizado o itabirito.

A sexta parada é na Capela de Santa Quitéria, no Alto de Santa Quitéria. A escadaria da capela é que chama muita atenção, formada de quartzito, ela se apresenta com uma coloração bem uniforme e escura, sendo revestida por uma vegetação que se localiza principalmente entre as rochas.

No mesmo Alto de Santa Quitéria, ao lado da capela, encontra-se o túmulo de quartzito de Eduardo Holsen, que é datado de 1982. O aspecto quadrangular, entremeado de micro-organismos e com uma coloração mais escura caracterizam o túmulo, além da associação com a capela e com a vista para as serras que rodeiam Catas Altas.

A última parada é numa residência colonial que se localiza na rua Monsenhor de Barros. A residência tem sua escadaria toda em quartzito, que de acordo com o proprietário, tem aproximadamente 100 anos. Antigamente existia no local uma fazenda que pertencia ao vereador e coronel Felício Alves Silva e sua esposa D. Manoela Magdalena Moreira Alves. Felício Alves e sua família venderam a casa para o primo, o senhor Carlos Arthur Hosken, que posteriormente vendeu para Albertino Pereira da Cunha, que por sua vez foi vendida para várias pessoas até o dono atual, da família do funcionário público municipal de Catas Altas, Eder Siqueira.

Atualmente a residência possui bom estado de conservação, tendo móveis de variadas épocas e ainda não tendo o uso turístico e cultural pleno.

Fonte: Informações de moradores de Catas Altas / MG.

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