7 de abril de 2013

CHILE: O PARAÍSO DO ENOTURISMO


Vinhos ganham outra dimensão quando se conhece de perto da terra de onde vieram e as pessoas que os produziram. É por isso que as viagens por regiões produtoras (o enoturismo) conquistam cada vez mais adeptos. Elas são verdadeiros mergulhos no universo dessa bebida ligada ao prazer, à boa mesa e ao convívio com amigos.

Para iniciar nessa modalidade de viagem, o Chile é um belo destino. Suas regiões vinícolas  estão divididas em vales, não muito distantes da capital do país, Santiago. Os mais conhecidos são Casablanca, Maipo e Colchagua. As paisagens podem mudar pouco, mas quase sempre os picos nevados da Cordilheira dos Andes enfeitam o horizonte, emoldurando os tapetes verdes dos vinhedos. A cada vez que os Andes aparecem na foto, lembre-se de que eles têm papel fundamental viticultura chilena. Não só fornecem a preciosa água de degelo para as videiras, como criam condições climáticas perfeitas para o desenvolvimento de uvas excelentes.

E como fazer uma visita dessas? A visita a uma bodega, em si, já é um prazer. Começa pelos vinhedos. Ali se aprende sobre o solo, a localização do vinhedo e o tipo de plantio. Se a visita for em época de colheita (no caso chileno, normalmente acontece em março e abril), não deixe de experimentar uma uva colhida na hora. Depois, percorrer todo o trajeto da uva na vinícola, desde o local da fermentação, que pode ser realizada em tanques, até em salas de barricas, engarrafamento e estocagem. O gran finale é a degustação dos vinhos produzidos, o momento mais apreciado em todos os sentidos pelos visitantes.

VALE DO MAIPO: NO QUINTAL DE SANTIAGO

Praticamente dentro da área urbana de Santiago, no Vale do Maipo, a viña Concha Y Toro é um ótimo início. Ali dá para conhecera Casona e Pirque, onde morava a família Concha Y Toro, e a antiga adega Casillero del Diablo. A história dessa adega é hilária. Vem de muito tempo, já que Concha Y Toro foi fundada em 1883 por Don Melchor Concha Y Toro, então destacado empresário, advogado e político chileno. Ele costumava guardar seus vinhos mais preciosos nessa adega, mas frequentemente algum visitante indesejado lhe roubava algumas garrafas. Don Melchor, então, resolveu espalhar pelas redondezas a história que o diabo habitava a cueva (nome mais usado na época). Como num passe de mágica, o roubos cessaram. A adega passou a ser chamada de Casillero del Diablo (Casa do Diabo), nome dado também a um dos vinhos mais conhecidos da bodega.

Bem perto dali, em Puerto Alto, está uma das mais modernas vinícolas do mundo, a viña Almaviva, uma associação da Concha Y Toro com a francesa Baron Philippe de Rothschild, sinônimo de excelência. Além da visita ás instalações onde se produz o ícone Almaviva, há um interessante museu com objetos dos mapuches, índios que habitavam a região antes da dominação espanhola. 

Ainda na região, em Padre Urtado, uma moderna vinícola de capital norueguês, de arquitetura arrojada, que produz vinhos instigantes, especialmente com uvas pouco comuns no Chile, como a Malbec e a Carignan, vindas de parreiras centenárias. Entre suas atrações estão belíssimos cavalos noruegueses, trazidos especialmente para encantar visitantes, mas que não pode montá-los.

VEJA UM POUCO DA VIÑA CONCHA Y TORO



Fonte: Tam Viagens.

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