18 de dezembro de 2012

PARQUE MUNICIPAL DA SERRA DO CURRAL: CONFLITOS, TURISMO E MINERAÇÃO


A Serra do Curral é um elemento muito representativo da história de Minas Gerais, mais especificamente da criação da nova capital, de ar moderno e republicano, além de ser referência para todas as pessoas que visitam a região, graças a sua altitude e imposição. Tombada pela Lei Orgânica de Belo Horizonte e pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Serra do Curral é sinônimo de tranquilidade aliado a natureza entremeada no perímetro urbano da Região Metropolitana de BH.

Além da fantástica vista para a cidade, a inauguração do Parque Municipal da Serra do Curral levantou dúvidas sobre o estabelecimento de uma taxa para conhecer a área verde. Primeiro parque a cobrar dos visitantes, o Parque da Serra do Curral, ficou em obras de 2008 até o final de 2012, para fazer a adequação das trilhas e de todos os equipamentos necessários, sem contar os 20 anos de embate e luta para a implementação. Atualmente, lá existem 10 mirantes com vista geral de Belo Horizonte, tendo um limite de 700 turista dia.

O preço para entrar no parque, com cerca de 400 mil metros quadrados, varia de acordo com o percurso. Aos sábados, domingos e feriados, o turista que quiser conhecer o mirante principal sem atravessar todo o parque deve desenbolsar R$ 5,00. Já o passeio completo custa R$ 15,00, que tem um tempo aproximado de três horas. De quarta a sexta-feira, o parque cobra meia-entrada dos visitantes e na terça-feira, a visitação é gratuita. Para fazer a travessia da serra, o turista precisa agendar o passeio pelo telefone (31) 3277-8120.

O presidente da Fundação de Parques Municipais (FPM), Homero Brasil Filho, justifica a questão dos preços da Serra do Curral: é um parque diferenciado em BH e, por isso, o funcionamento distinto. “Como há áreas íngremes, todos que entram aqui têm um seguro de vida. Há também 12 monitores na área verde, sendo dois bilíngues. O preço da entrada só paga um quarto do custo de manutenção. As pessoas precisam se acostumar que o governo não é uma mãe que dá tudo de graça.”

Outro ponto é a questão do uso do solo do parque. O parque não possui um Plano de Manejo pois sua estrutura  não aborda e o parque não tem o tamanho nem uma estrutura semelhante de, por exemplo, de um Parque Nacional ou Estadual. O que há é um plano de uso do solo que além da gestão do parque, tem integração com os visitantes, população e iniciativa privada ao redor do parque. Essa integração faz que se minimize os acidentes, geralmente queimadas, que ocorrem no período da seca.

Fator de grande relevância, a região da Serra do Curral é quase toda cercada por minas ativas ou desativadas. A grande ocorrência de minério na região faz que grandes empresas do ramo tenham que debater com as autoridades públicas e a população que mora nos bairros próximos, seja em Nova Lima, seja em Belo Horizonte. Só que pela geração de emprego e renda e todo o marketing que as organizações fazem, esse embate fica muito diluído diante dos interesses mercadológicos, deixando as necessidades ambientais em segundo plano.

Fonte: Estado de Minas.

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