9 de dezembro de 2012

DE BELO HORIZONTE A DIAMANTINA: UMA ANÁLISE DO POTENCIAL TURÍSTICO E DA PAISAGEM


O potencial turístico está intimamente ligado com a paisagem, seja com a paisagem natural ou com a paisagem cultural, resultante da ação humana sobre o ambiente. Na verdade, esses dois tipos de paisagem (natural e antrópica) estão interligados, estão em constante diálogo, afetando um ao outro o tempo todo, pois não há mais no Brasil atualmente um ambiente que se possa classificar como ambiente exclusivamente natural, ou uma paisagem que se possa denominar exclusivamente paisagem natural, cem por cento, absolutamente natural. 

No entanto, para que possamos ter um potencial turístico elevado, é necessário que a relação entre as duas paisagens (natural e antrópica) seja harmoniosa e que essa relação resulte em elementos capazes de despertar o interesse dos turistas e visitantes locais. A paisagem é elemento essencial, básico, fundamental para o desenvolvimento da atividade econômica do turismo, que vai se apropriar dos elementos mais interessantes oferecidos pela paisagem para o seu trabalho. Quanto mais interessantes, atraentes e diversificados os elementos oferecidos pela paisagem, maior será o potencial turístico local. No entanto, é necessário ressaltar que lugares aparentemente considerados “feios” também podem ter seu potencial turístico desenvolvido. Um caso que serve para ilustrar tal afirmação é o fato de que alguns turistas que visitam o Brasil fazem questão de visitar uma favela.

Também quanto mais urbana for a paisagem, maior será o grau de modificação da mesma, podendo atrair ou desestimular o turismo naquela região. Geralmente o potencial turístico será maior nas áreas que possuem maior diversidade da paisagem natural e da paisagem antrópica, convivendo de forma harmoniosa, confortável e interessante aos olhos do visitante. Partindo de Belo Horizonte, a capital mineira oferece diversos elementos com grande potencial para atrair os turistas. Vejamos: 

Alguns turistas poderão visitar a capital mineira para visitar seus museus e as exposições aqui realizadas; outros para visitar seus parques (Como o Parque das Mangabeiras, o Parque Municipal, o Parque Lagoa do Nado, e etc) e o maravilhoso zoológico de Belo Horizonte. Outros poderão visitar Belo Horizonte apenas para fazer compras em uma das dezenas de centros de compras oferecidos pela capital mineira, como, por exemplo: Mercado Central, Feira dos Produtores, região do Bairro Preto (Pólo de Moda), região da Av. Silviano Brandão (Pólo de Móveis), “shoppings” populares (como o “Shopping Oiapoque”, por exemplo), e os diversos “shoppings centers” mantidos na cidade. Já outros poderão vir em busca de conhecimento, para participar de um congresso, de um encontro da classe profissional a que pertencem, de um curso, oficina, “workshop”, ou até mesmo para fazer um curso nas centenas de escolas de todos os níveis estabelecidas na capital. Por último, temos aqueles que visitam Belo Horizonte por pura obrigação, já que se trata da capital do Estado de Minas Gerais, sendo, portanto, a sede de diversos serviços administrativos oferecidos pelo governo.

Na região de Sete Lagoas encontramos também um forte apelo turístico constituído pela beleza de sua paisagem natural, expressa, sobretudo, é claro, por suas lagoas. Em nossa terceira parada, visitamos a Serra de Santa Helena, que nos proporcionou uma bela vista panorâmica da cidade de Sete Lagoas. Sabemos que muitos turistas procuram aquela cidade em busca de serviços semelhantes àqueles oferecidos pela capital mineira: compras, negócios, lazer, conhecimento e saúde.

O destino final do nosso roteiro termina na cidade Diamantina: trata-se de uma bela cidade histórica, com belas igrejas e casarões bem conservados, cercada de um exuberante ambiente natural e que oferece aos seus visitantes infinitas possibilidades de lazer, descanso, diversão, negócios e de incrementar seu conhecimento e seu nível cultural, através da existência naquela cidade de diversas escolas, colégios, faculdades, universidades, bares, teatros, restaurantes, museus e ainda todo um ambiente cultural efervescente que se traduz nos cursos, congressos, palestras, oficinas e eventos diversos que são realizados com muita frequência naquela cidade, poderíamos nos arriscar a dizer que são realizados constantemente em Diamantina.

Referência Bibliográfica: Mendonça, Leonardo Faria; Silva, Regina de Cássia. De Belo Horizonte a Diamantina / MG: Oferta e Potencialidade Turística (Uma abordagem a partir da análise da paisagem). Belo Horizonte. 2009.  

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