14 de novembro de 2011

FALTA DE HOTÉIS NAS CIDADES SEDES DA COPA DO MUNDO DE 2014

TABELA DE RISCOS PARA REDE HOTELEIRA DA COPA DO MUNDO


LEITOS E TAXA DE OCUPAÇÃO ATUAIS DOS HOTÉIS DAS CIDADES SEDES DA COPA DO MUNDO 2014

São Paulo - 42.000 (70%)
Rio de Janeiro - 39.311 (78%) - Os leitos incluem a cidade de Niterói.
Belo Horizonte - 18.000 (69%)
Porto Alegre - 16.000 (65%)
Recife - 38.822 (70%)- Os leitos incluem a Região Metropolitana.
Manaus - 9.800 (58%)
Cuiabá - 8.060 (57%)
Salvador - 70.000 (67%) - Os leitos incluem a Região Metropolitana.

Um recente estudo divulgado pela BSH Travel Research, divisão estatística da BSH International empresa especializada em hospitality asset management, aponta que deverão ser investidos cerca de R$ 7,3 bilhões em novos hotéis no Brasil até 2014. De acordo com esta pesquisa há 198 hotéis previstos para abrir até o final de 2014, totalizando 46.296 apartamentos e geração de 31.729 empregos diretos. O estudo aponta ainda que nos anos de 2011 e 2013 devem se concentrar a maior quantidade de inaugurações e, consequentemente, de novas unidades habitacionais, investimentos e geração de empregos. Um dos fatores determinantes apontados para a concentração de inaugurações no período é a Copa do Mundo e as cidades sedes é quem receberão o maior número de novos hotéis. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, terá 17 lançamentos, a maior de todas as cidades sedes no Brasil. O alto número leva em conta, além da realização do evento esportivo, a necessidade de diversificação da oferta atual, restrita em momentos de alta ocupação, e da importância financeira na rota do petróleo.

Se os investimentos em novos hotéis impressionam pela pujança e crescimento em ritmo acelerado da hotelaria brasileira para os próximos anos, fica uma preocupação: De onde virão tantos turistas para garantir a taxa de ocupação dos hotéis existentes e dos novos que virão, muitos dos quais são investimentos especulativos visando atender unicamente as oportunidades da Copa do Mundo de 2014 ou mesmo das Olimpíadas de 2016. Alguns investidores estão esquecendo que estes eventos possuem duração de apenas um mês cada, mas muitos entusiastas de plantão alegam que os olhos do mundo estarão voltados ao Brasil como o grande destino turístico nos próximos anos. Fomos a campo saber dos presidentes de algumas ABIH´s Regionais — Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de algumas cidades sedes para a Copa do Mundo e descobrimos que mesmo entre eles não existe consenso se novos hotéis serão bons ou ruins para o setor.

Uma das cidades que mais preocupam em relação a corrida desenfreada de se construir novos hotéis é Manaus que nos últimos anos teve uma verdadeira enxurrada de novos hotéis, mas pouco se fez para melhorar o acesso seja aéreo, rodoviário ou mesmo fluvial. De acordo com o Presidente da ABIH do Amazonas, Roberto Bulbol, Manaus hoje possui 4.500 apartamentos, uma oferta de 9.800 leitos e a taxa média de ocupação anual chega somente a 57%. “Atualmente estão sendo construídos dez hotéis em Manaus, fora os projetos de viabilização para futuros hotéis, mais eu prefiro falar só os que já estão em construção que vai nos dar uma oferta de 1.800 novos apartamentos e mais ou menos 3.800 leitos. Se somente com os hotéis operando hoje a taxa de ocupação acumulada está em 57%, nossa preocupação é com o Pós Copa, que certamente vai desequilibrar a lei da oferta e da procura e será difícil garantir ocupação real desses hotéis. Haverá uma concorrência ainda mais acirrada e teremos que trabalhar juntos com as Secretarias de Turismos para divulgarmos e vendermos melhor o destino Manaus”, assegura Bulbol.

Site de Referência: http://www.revistahoteis.com.br/materias/7-Especial/4141-Cidades-sedes-da-Copa-de-2014-necessitam-de-mais-hoteis

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