6 de outubro de 2011

UM CENTRO TERMAL EM MINAS: ARAXÁ

Grande Hotel de Araxá.

O esforço das águas subterrâneas que afloram nas proximidades do município de Araxá, em Minas Gerais, a 380 km de Belo Horizonte, não poderia ser melhor recompensado. A visão do Tropical Grande Hotel e Termas de Araxá, construído próximo às fontes de água radioativa e sulfurosas nas proximidades do município, é inesquecível.

Construído em abril de 1944, por iniciativa do governo do Estado de Minas Gerais e com o apoio do então presidente Getúlio Vargas, o hotel foi um símbolo do crescimento da região e reúne todo o luxo que estava na moda na época: vidros bisotados, mármore de carrara, lustres de cristal e grandes salões de baile.

O hotel foi fechado em 1994 para uma grande reforma e só reabriu em dezembro de 2001, sob a administração da Rede Tropical, que o arrendou. Na reforma foram mantidos a arquitetura, o mobiliário e o charme dos anos 40. Os R$ 40 milhões investidos na restauração deram ao hotel o efeito de uma viagem no tempo, com toda a classe da época.

Ao lado do hotel, ligado por uma galeria suspensa de cerca de cem metros, estão as Termas de Araxá, onde se aproveitam os efeitos terapêuticos da fontes radioativa e sulfurosa.

Além das banheiras individuais com diversos tipos de banhos -inclusive o de lama!- há a piscina emanatória, que ganhou este nome por causa do vapor que emana dela e do salão envidraçado onde foi construída. A água radioativa quentinha -aquecida a 37º- tem efeito relaxante e revigorante.

No centro das Termas há um lobby, coberto por um grande vitral redondo que filtra a luz, criando uma atmosfera mística que contribui para a tranquilidade do ambiente. No piso, um mosaico de peças de mármore branco e preto forma uma enorme mandala de oito pontas.

A intenção do arquiteto Luís Signorelli, que tinha lá seu lado esotérico e holístico, era dar mais equilíbrio e paz ao local. As termas estão abertas ao público e não apenas aos hóspedes do hotel.

O Tropical Grande Hotel fica a 8 km do centro de Araxá, na Estância do Barreiro, e teria sido construído sobre um solo que reúne todos os elementos contidos na tabela periódica -mais energia ainda...

Foi lá que a seleção brasileira de futebol se preparou para a Copa de 58, na Suécia, quando começou a trajetória de vitórias.

No século XIX, a fonte radioativa teria sido o segredo da beleza de dona Beja, mito que virou livro e novela, e que na época escandalizou a pequena Araxá por sua independência.

Foi em Araxá também, graças às propriedades terapêuticas da água sulfurosa, que Vargas teria curado sua gastrite.

Reportagem retirada integralmente do site: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/americadosul/brasil-araxa.shtml

Nenhum comentário:

Postar um comentário