PESQUISA ACADÊMICA

O turismo foi inserido no ensino superior na década de 1970, mais especificamente, no ano de 1971 na então Faculdade do Morumbi, hoje Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo. Foi na década de 1990 que houve o maior aumento no número de cursos, chegando a situação atual: 582 cursos superiores de turismo, entre eles superior em tecnologia, bacharelado em administração com ênfase em turismo e bacharelado em turismo, sendo este último o que possui maior número de cursos: 485 (MEC, 2004). 

A carência de pesquisas cientificas e o reduzido numero de pesquisadores, aliados a uma falta de estímulos ao desenvolvimento do conhecimento do fato e do fenômeno do turismo no Brasil, tem levado a uma improvisada ação do setor, com seus evidentes reflexos e conseqüências de absoluta ausência de informações concretas que possam sensibilizar o poder publico, sobretudo aqueles responsáveis pelo desenvolvimento do turismo. Adiciona-se a isto uma inaceitável indiferença da universidade aos trabalhos de pesquisa (ECA apud REJOWSKI, p. 61, 1996).


Foto: Mário Carlos Beni, pesquisador e professor do curso de Turismo da Universidade de São Paulo (USP). Fonte: mercadoeeventos.com

É com base nessa afirmação que o presente artigo levanta a importância de dar mais atenção à pesquisa científica dentro do ensino superior.  Utilizando-se dela como ferramenta de aprendizagem, acúmulo de conhecimentos, e principalmente de auxilio a atividade turística e as comunidades envolvidas com este fenômeno. 

Como ressalta REJOWSKI, a pesquisa e o ensino são um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da sociedade, e pelo acúmulo de informações, é ela que impulsiona o conhecimento. A educação superior tem sua educação fundamentada no ensino, extensão e pesquisa, é necessário, portanto que os três estejam sempre ligados para que esse acúmulo de conhecimento seja possível. À pesquisa, tema principal do presente artigo, deve ser dada importância especial, uma vez que por meio dela podem ser adquiridos conhecimentos, que o ensino por si só não daria ao discente.

No Brasil, ainda é inexpressivo o número de universidades e faculdades que tem se dedicado a proporcionar a seus alunos, uma iniciação científica de qualidade, ainda na graduação. 

A produção do saber turístico de modo geral, e de modo específico no Brasil, tem se constituído num conjunto de iniciativas, prioritariamente do setor privado/empresarial e menos da academia, sejam elas universidades e/ou faculdades, públicas ou privadas. O saber turístico assim produzido é reduzido às informações e sistemáticas sobre seu setor produtivo. Esse contexto permite delinear a hipótese de que o saber turístico é um fazer-saber, não existindo saber além daquele que resulta de um fazer-saber (MOESCH, p.13, 2000).

Diante deste contexto, é de vital importância que as universidades / faculdades passem a tratar o turismo com mais responsabilidade, não abrindo seus cursos apenas porque há grande demanda ou por não necessitar de muitos recursos financeiros para manutenção das turmas, mas sim, porque é uma área em expansão, que pode trazer respostas para o cotidiano das pessoas, e que, porém, ainda necessita de planejamento, investigação e pesquisa. 

Apenas estudar sobre necessidades que foram importantes no passado, sobre tendências que muitas vezes condizem com a realidade de outras localidades é insuficiente, não só para formação dos discentes como para atividade turística, que está em busca da cientificação. 

Para elaborar uma teoria científica, primeiro é preciso que haja uma série de  hipóteses, que constituem o ponto de partida das cadeias dedutivas, cujos últimos  elos devem passar pela prova da experiência. Completando-se uma série de  hipóteses, satisfatoriamente comprovadas, teremos a possibilidade de dizer que  esse conjunto de idéias (nascidas do intelecto e da informação, e, além disso,  organizadas sistematicamente) podem constituir os princípios gerais de uma  determinada disciplina do saber (BOULLÓN, p. 20, 2002). 

É necessário conhecer o que já foi estudado e dito sobre o turismo, e este é o papel do ensino. Mas também é primordial que sejam levantados novos problemas e questionamentos a serem esclarecidos e com base nessas teorias já criadas levantar hipóteses e métodos para chegar a uma explicação possível de solucionar a problemática. 

Por meio da investigação criteriosa, de levantamento de dados, do estudo interdisciplinar embasado em teorias já existentes, ou seja, por meio pesquisa científica, é que o turismo poderá chegar a ser ciência. A criação de espaços de pesquisa dentro das faculdades / universidades é justificada também por esta necessidade, de aprofundar os conhecimentos a respeito de todas as interligações entre o turismo e as demais teorias já defendidas e publicadas, auxiliando na busca da cientificação.   

É papel da academia produzir novos conhecimentos, e não apenas reproduzir os já existentes. 

Adaptado do site: www.etur.com.br

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